Por que dizemos “lágrimas de crocodilo”?
Você já deve ter escutado a expressão “lágrimas de crocodilo” em referência a alguém que chora, indicando que o choro é fingido, falso ou hipócrita. Mas por que se diz isso? Será que os crocodilos choram, mesmo?
De acordo com o professor Ari Riboldi, em seu livro O Bode Expiatório, a origem da expressão é biológica. Mas não tem a ver com fingimento.
Quando o crocodilo está digerindo um animal, a passagem deste pode pressionar com força o céu da boca do réptil, o que comprime suas glândulas lacrimais. Assim, enquanto ele devora a vítima, caem lágrimas de seus olhos.
São lágrimas naturais mas obviamente não significam que o animal se emocione ou sinta pena da sua presa. Daí vem a expressão “lágrimas de crocodilo”, querendo dizer que, embora a pessoa chore, suas lágrimas não significam que ela esteja sofrendo, e muitas vezes são mesmo apenas um fingimento.
Fonte: Site Terra

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Como autor do livro O Bode Expiatório, fiquei muito feliz com a matéria “lágrimas de crocodilo”, elaborada a partir da minha obra. O livro é uma coletânea de expressões com nomes de animais – deu zebra, fazer uma vaquinha, pagar o pato, picar a mula, mamãe-coruja, tirar o cavalinho da chuva, amigo-da-onça, soltar a franga, bêbado como um gambá, elefante branco, mal e porcamente, da cor do burro quando foge, gatos pingados, entre tantas outras, com o seu significado e, o que é mais interessante, a origem, como aconteceu o primeiro uso. A pesquisa retoma lendas, folclore, mitologia e antigos costumes para encontrar a explicação lógica para as referidas expressões. Vale a pena ler, é muito interessante. Editora AGE, de Porto Alegre, à venda nas maiores livrarias do Brasil por apenas quionze reais. Como autor, sou suspeito, mas é uma leitura agradável, com estilo direto e bem humorado. Fui entrevistado pelo Jô Soares, em 25 de dezembro de 2007 sobre o livro e lá também fiz uma galinha dormir. A entrevisa está em dois vídeos disponíveis no site do Programa do Jô, acessado pelo meu nome ou pela data de 25/12/2007.
Com o meu abraço,
Professor Ari Riboldi