Vestibulinho, NÃO!
Boa tarde, pessoal!
Hoje venho expor a todos o posicionamento da Allegra em relação a um assunto sério e pertinente aos alunos que deixam a educação infantil para ingressarem no EF (ensino fundamental).
A escolha de uma escola para o filho é uma decisão muito importante dos pais, que devem ter atenção e critérios redobrados quando o assunto é o ensino fundamental. Cada colégio tem seu perfil, e dentro de suas convicções, acredito que procuram fazer o melhor para seus alunos de acordo com seu potencial humano, seu espaço físico e principalmente suas diretrizes.
No Brasil a educação infantil é regulamentada, mas não é curricular. Isto é, uma escola de educação infantil como a nossa tem seu registro e reconhecimento do MEC e da Secretaria de Educação do município, mas não tem caráter obrigatório. Uma criança pode iniciar seus estudos a partir do ensino fundamental, o que pessoalmente acredito ser uma pena, pois trata-se de uma fase da vida (a infância) onde a presença em uma escola é essencial em diversos aspectos como social e cognitivo.
A Allegra é uma escola especializada apenas na educação infantil, mas as dúvidas trazidas pelos pais de nossos alunos é algo recorrente em nossa rotina na hora de escolher um colégio de ensino fundamental para os filhos. Os pais, quase em sua totalidade contam com a nossa experiência para obterem informações sobre essa ou aquela instituição. O que podemos afirmar com plena convicção é que o próximo colégio na vida de seus filhos deve ter o máximo respeito pela criança que chega ao seu convívio, respeito pela sua faixa etária e pela sua vida escolar na educação infantil. E baseado nessa certeza, afirmo sem medo, que expor uma criança às provas do tipo vestibulinho e entrevistas seletivas são um verdadeiro crime e desrespeito às nossas crianças. Como avaliar uma criança que não tem sequer uma obrigatoriedade de ter freqüentado a escola até aquele momento? Como exigir que ela esteja alfabetizada? Se ela for reprovada nesses testes, isso poderá afetar sua vida escolar no EF? Será que esses testes são discrinatórios? Um aluno que for mal numa prova, será necessariamente um mal aluno?

Apesar de ser uma prática comum em vários estabelecimentos de ensino, o tal vestibulinho é proibido pelo CNE – Conselho Nacional de Educação.

Sem hipocrisia, sabemos que o ensino em escolas particulares é diferente das escolas da rede pública, e que a maioria das escolas particulares de educação infantil (incluindo a nossa) prepara os seus alunos de maneira a estarem prontos para as escolas particulares de EF. Mas, mesmo preparando nossos pequenos para as escolas mais rígidas e de ensino forte, jamais nos esquecemos que estamos lidando com crianças, e as respeitamos como tais, não as privando do maior prazer que elas têm que é o BRINCAR.
Portanto, quando algum colégio quiser por a prova todo o conhecimento de seu filho através de provas, entrevistas, etc, questione! Alías, se questione. Talvez já esteja começando errado. Sabemos inclusive que existem escolas que apesar de “não desejarem” alguns alunos na fase certa de seu aprendizado, sugerem aos pais que voltem seus filhos para séries anteriores, o que é outra aberração, uma arbitrariedade totalmente parcial! O argumento de que a criança é “fraca” para ingressar no EF de seu valorizado e concorrido colégio, pode ser simplesmente o desejo de ter mais um ano de sua suada mensalidade.
Leia mais sobre o assunto:
http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_noticias/noticias_educacao/id291003.htm#1
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